quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Reaproveitar é preciso!
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
E 2012 começa com mais uma estrela brilhando no céu
No domingo, dia 8 de janeiro de 2012, o dia amanheceu mais triste. Dona Ada, minha avó paterna, faleceu. Como disse o Frei durante a despedida, a vida se transforma, e tenho certeza de que ela está agora, aliás, como sempre fez, olhando por todos nós.

Dona Ada sempre foi uma mulher simples, de pouca vaidade, costurava seus próprios vestidos, não pintava o cabelo ou usava maquiagem. Deu a luz a dez filhos, sete homens e três mulheres e quanto orgulho tinha de todos eles! As pessoas diziam: que linda a sua “vózinha”. Ela achava um absurdo, ora onde já se viu, depois de velha ficar lindinha? D. Ada era assim, cheia de opinião! Por detrás daquela senhorinha de 86 anos e hábitos simples, havia uma mulher forte, lúcida e cheia de personalidade, sempre com uma resposta afiada bem na ponta da língua.
Aprendeu a bordar muito jovem, adorava contar como começou, apenas observando outra costureira. Durante toda a vida esteve rodeada por linhas, agulhas, tecidos e máquinas de costura. Herdei o gosto da minha avó e sempre me enchi de orgulho quando ela dizia que eu era “prestimosa”, afinal de contas, este elogio vindo dela sempre foi ainda mais especial.
Minha mãe, sabendo do valor de cada uma dessas peças, guardou as roupinhas que minha avó bordou e costurou pra mim quando nasci. Eu sabia da existência delas, já havia olhado uma por uma, mas há anos elas estavam cuidadosamente guardadas em uma gaveta do meu quarto na casa dos meus pais. Eis que quarta-feira, quando voltamos de viagem, resolvi que olharia essas roupinhas e ganhei, novamente, um lindo presente.
Desde a última vez que as tinha visto, aprendi muita coisa, comecei a costurar, fiz aulas de bordado e hoje sei bem o trabalho e a habilidade que cada uma delas exige. Senti novamente o carinho contido em cada uma daquelas roupinhas e as trouxe comigo para fotografá-las e dividi-las com os leitores do blog. As mãos gordinhas que há três meses carregaram uma das alianças em um dos dias mais especiais da minha vida, bordaram e costuraram, há pelo menos 26 anos esta riqueza que hoje guardo comigo.
Obrigada vó Ada pelos tantos presentes que a senhora me deu, agradeço de coração o incentivo ao meu trabalho (foi ela quem me deu minha máquina de costura, meu instrumento de trabalho e companheira de todas as horas), agradeço as tantas coisas que me ensinou, guardarei sempre a lembrança do nosso último encontro, foi ótimo vê-la bem humorada, com linhas e agulhas nas mãos, contando histórias e me ensinando a bordar. Agradeço pela senhora ter me dado o melhor pai do mundo, por ter cuidado dele com tanto carinho desde pequeno e por tê-lo ajudado a ser o homem que hoje eu tanto amo e admiro. Agradeço pela senhora, mesmo tímida, ter aceitado ser uma da minhas “damonas”, como a senhora dizia. Esta lembrança ficará para sempre guardada no meu coração e no de todos que estiveram presentes no meu casamento.

Por fim, quero dizer que D. Ada faleceu como queria, sem dor ou sofrimento, perto das coisas que tanto gostava, em sua casa e rodeada por entes queridos. Ela está presente no sorriso de cada um de nós, nas lembranças bonitas que temos dela, nos bordados que ela nos ensinou. Fica a saudade, mas acima de tudo fica a gratidão de toda uma vida e, como disse minha querida tia Célia, logo a dor da ausência se transformará em uma saudade gostosa, que nós nunca deixaremos de sentir.
sábado, 12 de novembro de 2011
Casei!
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Criando e reciclando na #sextacriativa




quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Caderno de Bordado


segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Uma pequena homenagem ao meu avô querido
Ainda assim, pensando em tantas coisas, não consegui chorar, estava ainda assimilando a notícia. Peguei minhas coisas e fomos até o hospital, eu, meu pai e o Fernando. Encontramos minha mãe muito abatida, a abraçamos forte e fomos com ela até a casa dos meus avós.
Chegando lá desabei, olhando para cada pedaço daquela casa, onde ele nasceu e de onde nunca quis sair, durante seus 92 anos. Seu carro na garagem, impecável. Lembrei das muitas buzinas sempre que ele chegava lá em casa, de todas as vezes em que ele me buscou na escola, sempre orgulhoso e muito disposto. Olhei para o chalé, a casa em que morei até meus 10 anos, cuidado sempre com tanto zelo, com tanto amor. Olhei o quintal, as árvores das frutas que colhi, a pitangueira que ele adorava, cheia de flores. As plantas, as flores, tudo arrumadinho, tudo sempre muito bem cuidado. Sentei na pedra em que tanto brinquei quando criança e chorei.
Entrando na casa dele, lembrei da vez que chegamos lá, recentemente, e o vimos em cima de uma escada, pendurando as luzes de Natal. Lembrei das vezes em que ele veio abrir a porta, ou que estava metodicamente limpando ou arrumando algo ou tomando seu aperitivo diário, antes do almoço, sempre bem alinhado e cheiroso. Olhei a pia da cozinha e lembrei-me dele, dizendo para não lavarmos a louça, porque ele gostava de fazê-lo. Ou das vezes em que terminei de secar a pia e ele veio novamente, secar tudo de novo, para ficar impecável. Vi o cuco na parede, vi a mesa do almoço. Lembrei das tantas vezes que almoçamos juntos, do seu prato colorido e saudável, do seu respeito à hora das refeições.
Vi a sala de TV, seu lugarzinho predileto no sofá, sua cachorrinha aguardando que ele retornasse. Suas prateleiras com as fotos dos filhos e netos formandos, quanto orgulho ele tinha! Esperei anos pra ter minha foto ali e como fico feliz em ter dado tempo! Seu escritório, sua organização, ali ninguém podia mexer. A mesa com seus documentos, com fotos e reportagens de jornal, suas apostas da Mega Sena. A sala de jantar com mais fotos, a sala de estar onde todo Natal havia presentes e mais presentes empilhados sob o sofá, ninguém ficava sem, ele e minha avó entregavam um por um com tanto carinho.
Brinquei tanto naquela casa, ouvi tantas histórias, recebi tanto carinho. Eu nunca soube demonstrar muito meus sentimentos, mas sei que ele sabe o quanto eu o amo, lá do lugar lindo onde ele está.
Não há revolta, pois Deus não nos tirou nada. Ele nos deu a graça de conviver com uma pessoa especial. Concedeu 92 anos de vida plena ao meu avô e me presenteou com 25 anos de convivência com ele. Nosso Vô Zuzu não se foi, ele está aqui a cada vez que pensamos nele, a cada frase dele que repetimos, a cada pequena lembrança que surge em nossa memória, a cada sorriso nosso.
A despedida foi bonita, muitas flores, homenagens, muita gente triste, sentindo por não termos mais a presença física dele conosco. Mas havia uma leveza no ar, uma certeza de que sua vida foi plena e feliz. Ele estava com o terno que havia escolhido para ir ao meu casamento, lindo e de bom gosto, como ele sempre foi.
Vôzinho, fique tranqüilo, pois aqui continuaremos repetindo tudo aquilo que nos ensinaste, sempre com muito JU-Í-ZO! E aí de cima, continue olhando por nós. Teu “broto” e toda esta família linda que construíste sentirão imensamente tua falta.
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Diário de uma Costureira! Parte II - Minha Infância Craft















