sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

E 2012 começa com mais uma estrela brilhando no céu


No domingo, dia 8 de janeiro de 2012, o dia amanheceu mais triste. Dona Ada, minha avó paterna, faleceu. Como disse o Frei durante a despedida, a vida se transforma, e tenho certeza de que ela está agora, aliás, como sempre fez, olhando por todos nós.

Dona Ada sempre foi uma mulher simples, de pouca vaidade, costurava seus próprios vestidos, não pintava o cabelo ou usava maquiagem. Deu a luz a dez filhos, sete homens e três mulheres e quanto orgulho tinha de todos eles! As pessoas diziam: que linda a sua “vózinha”. Ela achava um absurdo, ora onde já se viu, depois de velha ficar lindinha? D. Ada era assim, cheia de opinião! Por detrás daquela senhorinha de 86 anos e hábitos simples, havia uma mulher forte, lúcida e cheia de personalidade, sempre com uma resposta afiada bem na ponta da língua.

Aprendeu a bordar muito jovem, adorava contar como começou, apenas observando outra costureira. Durante toda a vida esteve rodeada por linhas, agulhas, tecidos e máquinas de costura. Herdei o gosto da minha avó e sempre me enchi de orgulho quando ela dizia que eu era “prestimosa”, afinal de contas, este elogio vindo dela sempre foi ainda mais especial.

Minha mãe, sabendo do valor de cada uma dessas peças, guardou as roupinhas que minha avó bordou e costurou pra mim quando nasci. Eu sabia da existência delas, já havia olhado uma por uma, mas há anos elas estavam cuidadosamente guardadas em uma gaveta do meu quarto na casa dos meus pais. Eis que quarta-feira, quando voltamos de viagem, resolvi que olharia essas roupinhas e ganhei, novamente, um lindo presente.

Desde a última vez que as tinha visto, aprendi muita coisa, comecei a costurar, fiz aulas de bordado e hoje sei bem o trabalho e a habilidade que cada uma delas exige. Senti novamente o carinho contido em cada uma daquelas roupinhas e as trouxe comigo para fotografá-las e dividi-las com os leitores do blog. As mãos gordinhas que há três meses carregaram uma das alianças em um dos dias mais especiais da minha vida, bordaram e costuraram, há pelo menos 26 anos esta riqueza que hoje guardo comigo.

Obrigada vó Ada pelos tantos presentes que a senhora me deu, agradeço de coração o incentivo ao meu trabalho (foi ela quem me deu minha máquina de costura, meu instrumento de trabalho e companheira de todas as horas), agradeço as tantas coisas que me ensinou, guardarei sempre a lembrança do nosso último encontro, foi ótimo vê-la bem humorada, com linhas e agulhas nas mãos, contando histórias e me ensinando a bordar. Agradeço pela senhora ter me dado o melhor pai do mundo, por ter cuidado dele com tanto carinho desde pequeno e por tê-lo ajudado a ser o homem que hoje eu tanto amo e admiro. Agradeço pela senhora, mesmo tímida, ter aceitado ser uma da minhas “damonas”, como a senhora dizia. Esta lembrança ficará para sempre guardada no meu coração e no de todos que estiveram presentes no meu casamento.

[Foram estes patinhos que ela me ensinou a fazer na última vez que nos vimos]

Por fim, quero dizer que D. Ada faleceu como queria, sem dor ou sofrimento, perto das coisas que tanto gostava, em sua casa e rodeada por entes queridos. Ela está presente no sorriso de cada um de nós, nas lembranças bonitas que temos dela, nos bordados que ela nos ensinou. Fica a saudade, mas acima de tudo fica a gratidão de toda uma vida e, como disse minha querida tia Célia, logo a dor da ausência se transformará em uma saudade gostosa, que nós nunca deixaremos de sentir.

sábado, 12 de novembro de 2011

Casei!

Nossa, que saudade do meu blog querido!

Devo dizer que o motivo do meu sumiço foi dos mais importantes, dia 15 de outubro de 2011 foi meu casamento e este post conta um pouco dessa história. Nos casamos em Joinville, na Igreja Nossa Senhora de Fátima e, após a cerimônia, a recepção aconteceu na Sociedade Cultural Lírica, local onde, há 27 anos, meus pais também se casaram.


Conheci meu marido Fernando no fim de 2008. Nos encontramos através de amizades em comum e, sem saber porquê, desde a primeira vez que o vi, sabia que ele era o amor da minha vida. Mesmo sem entender, tudo o que eu queria era estar perto dele, e, para minha alegria, o sentimento foi recíproco desde o início.

Em novembro de 2008 começamos a namorar e em fevereiro de 2009 fui morar em Portugal, uma viagem que já havia sido programada antes mesmo de nos conhecermos. Fernando foi me visitar em abril e viajamos de mochilão por alguns países da Europa. Dia 04 de abril de 2009, de joelhos aos pés da Torre Eiffel, ele pediu minha mão em casamento. Pedido aceito e sonho realizado. Algum tempo depois, marcamos a data e começamos a organizar tudo.


Organizar um casamento exige antecedência, tempo e organização. Ainda assim, é das tarefas mais prazerosas, a cada escolha feita, um sorriso, um arrepio de ansiedade e muita alegria. Tive o apoio de uma amiga muito querida, minha consultora para assuntos matrimoniais e amiga de infância, a Mog. Ela que indicou praticamente todos os contatos, foi comigo fechar contratos e me ajudou em tudo que foi preciso. Meus pais nos deram apoio e suporte, o noivo fez questão de escolher todos os detalhes junto comigo e, minha sogra, mesmo de longe, sempre esteve empolgada, querendo saber de todos os detalhes.

Decidimos então, que se queríamos casar (e como queríamos!) e se íamos fazer uma festa, teríamos tudo que os noivos tem direito. Eu quis casar de vestido branco, quis dia da noiva (no salão Jack Simonéia), quisemos chuva de arroz, venda da gravata, jogar o buquê, latinhas amarradas no carro e muito mais! Além disso, a festa teria a nossa cara, eu não queria um casamento padrão, queria fazer tudo do nosso jeito.


Outra decisão que nos acompanhou desde o começo foi a ideia de que, se estávamos oferecendo uma festa, ela tinha que ser agradável para todos e queríamos que cada um se sentisse bem-vindo e bem recebido no nosso casamento. Não queríamos deixar os convidados esperando, queríamos que eles se sentissem bem e se divertissem.

Escolher como seriam as lembrancinhas não foi das tarefas mais fáceis, mas enfim decidimos que faríamos sachês, simples e feitos "por mim". No fim, não fiz tudo sozinha, afinal de contas, fazer 300 sachês com todos os detalhes exigiu tempo e minha mãe e o noivo participaram ativamente de todas as etapas da produção, sob os olhos atentos de uma artesã chata e exigente. O detalhe do sachê era um laço com pingente em forma de Torre Eiffel, algo que é muito significativo para nós. Os aromas escolhidos foram flor de laranjeira, lavanda e aloe vera. Segue abaixo o resultado de horas e horas de trabalho, cansaço e bastante diversão.


Para os padrinhos, demos uma lembrancinha especial, uma caixinha de pães de mel personalizados, agradecendo pelo carinho e amizade de cada um deles. Essas lembrancinhas foram feitas pela Kiville, além de todos os docinhos, que estavam deliciosos!


Os noivinhos do bolo foram nossa primeira aquisição. Eu procurei muuuitos modelos até encontrar um que agradasse ao noivo super exigente. Eis que escolhemos um modelo de bonequinhos de Playmobil, comprados no Ebay. O bolo lindo foi feito pela D. Iracema da Ninho Doce, uma senhora muito simpática, que nos recebeu em sua cozinha impecável e fez nosso bolo lindo e gostoso!


Meu vestido foi feito pelo Eucebio. Desde a primeira prova, tudo serviu perfeitamente, foram necessários poucos ajustes e ele fez tudo exatamente como eu queria. Terminou o vestido com antecedência, com um profissionalismo incrível.

A decoração foi feita pela Denise e as flores pela Sueli, ambas super profissionais e atenciosas. Na cerimônia, as músicas foram tocadas pela equipe do Catafesta. Entrei na igreja ao som da Canção Amiga, a mesma música que minha mãe escolheu em seu casamento. Ela e meu pai entraram antes de mim e me aguardaram para caminharmos juntos até o altar. As "daminhas" foram minhas duas avós, que entraram orgulhosas levando as alianças acompanhadas pelo meu irmão e foram a sensação da cerimônia. O noivo entrou ao som da música "Minha Namorada" ao lado da sua mãe, nervoso, lindo e feliz! O padre que celebrou nosso casamento é padrinho do noivo e veio de Goiás para a cerimônia.


O jantar estava uma delícia e os convidados dançaram bastante ao som da Pop Band! Aos invés de jogar o buquê tradicional, joguei um buquê se Santo Antônio, feito pela minha tia Magali. Eram 6 santinhos que se separaram no ar e fizeram a alegria das solteiras. Minha tia Bea fez trufas deliciosas que foram oferecidas aos convidados junto com os doces.


Créditos das fotos do casamento aos fotógrafos Cleber Gomes e Peninha.

Enfim, casar é bom demais! Minha dica é: escolha profissionais que inspirem confiança. Faça o que estiver ao seu alcance, mas procure dar a sua cara à cada escolha, a cada detalhe. Meu casamento foi a realização de um sonho, tudo especial, único, perfeito! E eu não poderia estar mais feliz!


sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Criando e reciclando na #sextacriativa

Oi pessoal! Hoje é sextaaaa! Aliás... melhor do que isso: hoje é #sextacriativa. :)

Há tempos eu estava querendo fazer um alfineteiro pra mim, mas sabe como é, em casa de ferreiro o espeto é de pau... Eu até tenho alguns outros, mas queria eu mesma fazer, aquelas coisas que a gente coloca a cabeça e pronto...

Como já comentei, adoro acumular coisas, e sou apaixonada por latinhas/potinhos/caixinhas... E esses tempos comprei um daqueles molhos de queijo cheddar pra salgadinhos (sim, aqueles que engordam mas são uma delícia!) e não consegui jogar a latinha fora! Eu juro, foi mais forte que eu!


Semana passada, mexendo em uma gaveta, o potinho olhou pra mim, eu olhei pra ele... e decidi! É agora que vou finalmente fazer meu alfineteiro! A proposta era... usar o que eu tinha em casa (tá certo que eu tenho tanto cacareco material em casa que nem foi muito difícil).


Escolhi um tecidinho fofo, daqueles que a gente usa só em doses homeopáticas, e mãos a obra!

Cortei um círculo de papelão, um pouquinho menor que o diâmetro da tampinha do pote, recortei outro círculo em tecido com 2cm de diâmetro a mais que o anterior. Alinhavei as bordinhas como quem faz um fuxico, encaixei no círculo de papelão e enchi com fibra. Colei aquela fitinha com as bolotinhas brancas na tampa (aliás ganhei essa fitinha fofa da Ana, na compra que fiz na Tecidos e Crafts), usando a cola universal. Depois colei o fuxicão gordinho na tampa com cola de contato e deixei um tempo secando, como mostra a foto.




Para o corpo da latinha, medi direitinho e recortei um retângulo de tecido. Eu tinha um papel cola, daqueles que cola dos dois lados (um é colado com o ferro no tecido e o outro já é adesivo), pra patchcolagem, e usei ele pra colar o tecido na latinha. Mas dá pra usar cola branca tranquilamente. Enfeitei tudo com fitinhas coladas com cola universal e tcharaammm! Prontinhooo!


Fiz tudo no olhômetro de forma intuitiva! Assim que eu gosto, tentando a gente acerta e aprende muito mais!

Espero que tenham gostado!

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Caderno de Bordado



Olá! :)

Já fiz um post aqui no blog sobre bordado, sobre uma casinha muito simples que bordei e fiquei toda faceira.

Estive no Festival Algodão Doce em junho e conheci o stand do Le Petit Atelier. Fiquei encantadíssima com os bordados tradicionais franceses e decidi, alguns dias depois, ligar, pedir informações e agendar uma aula.

O Atelier fica em Jurerê e é lindo demais, tem peças de bordado, tecidos, botões, agulhas, fios... As meninas, a Muriel, a Kelly (mãe e filha) e a Clarissa são uns amores e me senti muito bem recebida desde o primeiro momento.

Foi difícil escolher qual projeto eu executaria primeiro, mas optei por este Caderno de Bordado, pois tem muitos pontos e eu teria a oportunidade de aprender todos eles e ficar com uma espécie de catálogo para futuras consultas. Este caderno faz parte de uma coleção de Kits criados por uma francesa, da marca Un Chat Dans L´Aiguille. Todo o material acompanha o kit, o risco do bordado é feito com uma tinta rosa no linho, que sai facilmente quando lavado. Os nomes dos pontos, em preto, permanecem. Todo o passo-a-passo é escrito em francês, mas é tudo muito didático, impossível não compreender. A Kelly e Muriel são muito pacientes e explicam quantas vezes for necessário! E eu até aprendi umas palavrinhas em francês!


Dei um tempinho nas aulas em decorrência dos últimos acontecimentos, mas já comecei um novo kit e logo estarei voltando. Quando terminar, mostro fotos a vocês.

Seguem as fotos do meu Caderno aberto.






Bordar é uma delícia, gosto mais a cada dia! Enquanto bordo, meu pensamento voa! E, quanto mais pratico, mais bonitos e uniformes vão ficando os pontos. Estou ainda aprendendo, mas a cada dia mais encantada com a arte de bordar!

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Uma pequena homenagem ao meu avô querido


Sábado, dia 06 de agosto, recebemos uma notícia triste. Assim que acabamos de almoçar, minha mãe ligou, dizendo que meu avô havia falecido. Senti um misto de sentimentos, certo alívio (porque sabia que aquela agonia de 14 dias de UTI e muito sofrimento havia acabado) e uma tristeza profunda por imaginar que não chegaria em sua casa e o veria pela janela, sentadinho em frente a TV, sorrindo feliz com nossa visita. Também imaginava minha avó, sofrendo sem a companhia do seu eterno namorado, 64 anos de uma vida a dois, cheia de conquistas e companheirismo. Pensava também na minha mãe, meus tios e toda a família, vamos sentir uma imensa saudade. E confesso, pensei no meu casamento, como eu gostaria que ele me visse entrar na Igreja Nossa Senhora de Fátima (de quem ele era devoto) e levasse as alianças junto com minhas avós, como tínhamos combinado.

Ainda assim, pensando em tantas coisas, não consegui chorar, estava ainda assimilando a notícia. Peguei minhas coisas e fomos até o hospital, eu, meu pai e o Fernando. Encontramos minha mãe muito abatida, a abraçamos forte e fomos com ela até a casa dos meus avós.

Chegando lá desabei, olhando para cada pedaço daquela casa, onde ele nasceu e de onde nunca quis sair, durante seus 92 anos. Seu carro na garagem, impecável. Lembrei das muitas buzinas sempre que ele chegava lá em casa, de todas as vezes em que ele me buscou na escola, sempre orgulhoso e muito disposto. Olhei para o chalé, a casa em que morei até meus 10 anos, cuidado sempre com tanto zelo, com tanto amor. Olhei o quintal, as árvores das frutas que colhi, a pitangueira que ele adorava, cheia de flores. As plantas, as flores, tudo arrumadinho, tudo sempre muito bem cuidado. Sentei na pedra em que tanto brinquei quando criança e chorei.

Entrando na casa dele, lembrei da vez que chegamos lá, recentemente, e o vimos em cima de uma escada, pendurando as luzes de Natal. Lembrei das vezes em que ele veio abrir a porta, ou que estava metodicamente limpando ou arrumando algo ou tomando seu aperitivo diário, antes do almoço, sempre bem alinhado e cheiroso. Olhei a pia da cozinha e lembrei-me dele, dizendo para não lavarmos a louça, porque ele gostava de fazê-lo. Ou das vezes em que terminei de secar a pia e ele veio novamente, secar tudo de novo, para ficar impecável. Vi o cuco na parede, vi a mesa do almoço. Lembrei das tantas vezes que almoçamos juntos, do seu prato colorido e saudável, do seu respeito à hora das refeições.

Vi a sala de TV, seu lugarzinho predileto no sofá, sua cachorrinha aguardando que ele retornasse. Suas prateleiras com as fotos dos filhos e netos formandos, quanto orgulho ele tinha! Esperei anos pra ter minha foto ali e como fico feliz em ter dado tempo! Seu escritório, sua organização, ali ninguém podia mexer. A mesa com seus documentos, com fotos e reportagens de jornal, suas apostas da Mega Sena. A sala de jantar com mais fotos, a sala de estar onde todo Natal havia presentes e mais presentes empilhados sob o sofá, ninguém ficava sem, ele e minha avó entregavam um por um com tanto carinho.

Brinquei tanto naquela casa, ouvi tantas histórias, recebi tanto carinho. Eu nunca soube demonstrar muito meus sentimentos, mas sei que ele sabe o quanto eu o amo, lá do lugar lindo onde ele está.

Não há revolta, pois Deus não nos tirou nada. Ele nos deu a graça de conviver com uma pessoa especial. Concedeu 92 anos de vida plena ao meu avô e me presenteou com 25 anos de convivência com ele. Nosso Vô Zuzu não se foi, ele está aqui a cada vez que pensamos nele, a cada frase dele que repetimos, a cada pequena lembrança que surge em nossa memória, a cada sorriso nosso.

A despedida foi bonita, muitas flores, homenagens, muita gente triste, sentindo por não termos mais a presença física dele conosco. Mas havia uma leveza no ar, uma certeza de que sua vida foi plena e feliz. Ele estava com o terno que havia escolhido para ir ao meu casamento, lindo e de bom gosto, como ele sempre foi.

Vôzinho, fique tranqüilo, pois aqui continuaremos repetindo tudo aquilo que nos ensinaste, sempre com muito JU-Í-ZO! E aí de cima, continue olhando por nós. Teu “broto” e toda esta família linda que construíste sentirão imensamente tua falta.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Diário de uma Costureira! Parte II - Minha Infância Craft




Aqui na casa dos meus pais ainda há muitas coisas minhas. As tenho como pequenas preciosidades, relíquias que devem ser guardadas em um local seguro. São coisas que eu não levaria comigo, enquanto estudante universitária e que talvez também não leve para meu futuro apartamento, pois não há muito espaço que possa ser ocupado com coisas "desnecessárias".

Sim, eu sou uma acumuladora. Não me considero materialista, não ligo para roupas de marca ou carros do ano, mas estabeleço valores sentimentais com muitas coisas. As roupinhas de bebê bordadas pelas minhas avós, minha caixa de adesivos que coleciono desde a primeira série, minha primeira boneca (a Juliana, que era maior que eu!) e assim por diante.

Fui uma criança muito calma, não subia em árvores, não aprendi a andar de bicicleta e quase não ralava os joelhos, mas tive uma infância muito feliz! Brinquei muito no quintal, comi muitas frutas fresquinhas colhidas do pé... Goiaba, pitanga, araçá! Quanta coisa boa! Cresci perto dos meus avós maternos, na casa deles recortei muito papel, fiz muita sujeira, ajudei a enrolar docinhos, a fazer cuca... Minha avó paterna sempre gostou de artesanato e a cada visita nas férias de julho eu aprendia algo novo com ela e com minhas tias. Aliás, ela quem me deu meu braço direito, minha atual máquina de costura! Fui também à Escolinha de Artes Infantis, na Casa da Cultura da minha cidade. E como eu adorava! Argila, tinta, nanquim, giz de cera! Sempre gostei de aprender, de entender como as coisas são feitas, de saber o porquê!

Eis que semana passada, olhando tantas coisas antigas, encontrei algumas que nem me lembrava direito. Minha primeira máquina de costura, meu tearzinho e minha maquininha de tricô! Confesso que passei uma tarde revivendo cada um deles, lembrando como funcionavam, experimentando novamente e revivendo minha infância feliz!

A máquina de tricô é muito bacana, tem um mecanismo relativamente complexo e continua funcionando perfeitamente. Faz apenas malhas pequenas, mas de tricô aberto e fechado. E ainda tem uma pecinha para fazer pom-pom! Pelo que vi na caixa, é de 1992, eu tinha 7 anos!


O tear é apenas uma estrutura, vem com o pente (que se perdeu com o tempo) e as lançadeiras, é meio complicado não deixar o fio escapar, lembro que nunca consegui fazer nada de muito bonito com ele. Mas brinquei muito e tentei muitas vezes!


Minha mãe, olhando para os brinquedos, perguntou: - Será que nós te influenciamos? Eu acredito que eles me estimularam e sempre me deram força, me motivando a fazer aquilo que amo! Foi uma delícia reviver minha infância, vou guardar esses brinquedos para meus filhos com todo carinho, quem sabe eles gostem tanto quanto eu! :)

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Biscoitinhos de Canela


Hoje o post é pouquinho diferente. Vim dividir com vocês uma dica culinária, lá do blog Quitandoca.

Adoro o blog da Glau, além de receitas deliciosas, ela tem fotos lindas e escreve tudo com o coração, é possível perceber isso a cada linha, a cada imagem.

Enfim, a receita que escolhi foi a de biscoitinhos de canela. É só clicar no link!



Eu usei o vinho branco, como a Glau sugeriu, no lugar do conhaque. Como não tenho batedeira, misturei tudo na mão mesmo. A receita está em Kg, encontrei aqui uma tabelinha de conversão de medidas para xícaras. A massa fica bem gostosa de modelar e os biscoitos assam rápido. Eles saem do forno ainda molinhos e endurecem enquanto esfriam.

E ficam uma delícia! Eu A-D-O-R-E-I. Até fiz mais pra levar de presente pra minha mãe. ;)